sexta-feira, 20 de abril de 2018

De regresso: Pequenos Rebentos Vinhas Velhas Loureiro 2017


Já a algum tempo esgotado, lançamos agora, o nosso Pequenos Rebentos Vinhas Velhas Loureiro 2017.

Atualmente, na Região dos Vinhos Verdes, uma vinha com 15 a 20 anos, tem tendência,  por parte dos proprietários, a ser arrancada por já não produzir as quantidades pretendidas, ou os rendimentos esperados.

Com isso, e em busca de quantidade, assiste-se a uma renovação generalizada de vinhas, um pouco por toda a região.

De facto, grande parte do mercado nacional e do internacional, sempre "viu" o Vinho Verde, como um vinho leve, fresco, gaseificado, barato... Em relação a outras regiões.

Não tendo nada contra, há excepções e desde há alguns anos a esta parte, temos gente muito boa a trabalhar noutro sentido, e ainda bem!

Eu acredito, na nossa dimensão. Isto é, somos um país pequeno, teremos sempre pequenas produções, face a outros países, temos um custo de mão-de-obra altissimo, mas temos regiões capazes de fazer dos Melhores Vinhos do Mundo, definitivamente!!



No que nos diz respeito, o nosso Pequenos Rebentos Vinhas Velhas Loureiro 2017, tem origem numa pequena parcela plantada há 29 anos, relativamente perto de Braga. 
Estamos a falar de uma produção média por hectare na ordem das 8 ton, ao contrário das 15ton que esta casta pode produzir. Ainda assim escolhemos as videiras que menos produção tem (cerca de 1,5kg a 3kg por cepa), e vinificamos à parte e de uma forma artesanal. 



Depois de alguma maceração, este vinho fermentou espontaneamente em barricas usadas com as borras totais, onde permaneceu cerca de 7 meses com battonage periódica. 
Foi engarrafado sem filtrar ou estabilizar. 



Continuamos a trabalhar e a fazer o que mais gostamos, e este é mais um vinho que lançamos com todo o carinho, para todos aqueles que estejam dispostos a "provar" um outro Minho.


Trata-se de uma Edição Numerada e Limitada a 1.699 garrafas.
Brevemente disponível nos habituais pontos de venda ;)



sábado, 10 de março de 2018

Novidades para a Primavera

Com a Primavera a chegar,
Ainda um pouco de chuva para regar...
Novos Pequenos Rebentos estão no ar,
2017, uma colheita para brilhar! :)
No que diz respeito a lançamentos, já estão de volta alguns dos nossos vinhos. 
A colheita de 2017, foi muito fraca em termos de rendimento, o ano quente e um verão muito seco, adiantou e muito a data de vindima, e originou rendimentos muito baixos, que em parte favoreceu a qualidade.

Acabamos de lançar no mercado três vinhos, que já se aguardavam a algum tempo:

Pequenos Rebentos Alvarinho/Trajadura 2017
Pequenos Rebentos Loureiro 2017
Pequenos Rebentos Alvarinho 2017

Todos eles muito frescos, elegantes e com um aromático mais rico. 
Num ano em que demos larga à imaginação, durante este ano teremos algumas novidades, que decerto farão as delicias dos mais atentos.


De facto o inicio de 2018, foi um pouco atribulado, com muito trabalho e mais uma vez o tempo para escrever reduzido, mas não podemos deixar de registar as pontuações obtidas na Wine Advocate no final de 2017.

Ou as criticas de Pedro Garcias no Fugas ao Proibido à Capela, ao Permitido Branco de Centenária e Ensaios Soltos Alvarinho Estagio Prolongado...




E mais recentemente, prémio de Melhores do Ano 2017 atribuído ao Pequenos Rebentos Vinhas Velhas 2016, pela Revista Vinho Grandes Escolhas.

Estes reconhecimentos, não vendem vinho (achamos nós!), mas é com muita satisfação que os recebemos. 



Relativamente à promoção, mais uma vez, foi um prazer estar presente no Simplesmente Vinho 2018, um evento organizado por um Produtor, e sua equipa, para Produtores, onde destacamos a humildade e a partilha, algo raro no nosso país. 
Vimos e revemos amigos, dois dias de boa disposição, contactos e gente muito boa!



Ainda demos um "salto" a Inglaterra, para junto com o nosso importador, mostrar um pouco do que se faz por cá :)



Também na vinha começa um novo ano, na nossa Vinha Velha do Pombal, a poda este ano foi atrasada, simplesmente, porque o ano passado terminou muito quente (em Novembro ainda estavam temperaturas elevadas para a época).




As folhas demoraram muito tempo a cair, e para o ciclo se fechar, as videiras também precisam de um bom periodo de frio. Começamos a podar, depois de algum frio/neve e um periodo de chuva intenso ("ouro" para o Douro Superior e sobretudo para quem não tem rega)





Que o diga, a Vinha Nova, plantada no ano passado sob um ano 2017 tão seco. Antes destas chuvas de Março, já tinhamos aberto covas de volta das videiras para aproveitar as aguas das chuvas. 
Como são videiras novas e sem resistência, foram podadas mais tarde de forma a evitar geadas tardias.



Gostamos muito do que fazemos e continuaremos a dar o nosso melhor, até porque de outra forma, não tinha piada!!

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Especial - Proibido À Capela Douro Tinto 2016

    Tem tudo para correr mal... ou não
    O que podia estar a pensar quando, efectivamente, pensei fazer tal "asneira" ou contrariar o que simplesmente aprendi na Faculdade...
    Começo pela leveza, 11%...
    Continuo, mas de uma forma mais "pesada", desengaçado à mão...
    Porque é que me armei em "iluminado", ainda por cima, a fazê-lo, sem electricidade......
    Adoro arriscar, mas porque raio fui deixar as únicas duas barricas desatestadas, de forma a ganhar "Flor", um véu à superfície do vinho, e perder o aromático que tanta gente adora, menos eu...
    Assim nasce um vinho desconcertante, que vai, ou melhor, não vai deixar indiferente, quem o provar..

    ...
    .Assim nasce o, Proibido À Capela Tinto Douro 2016..

    ..Fruto de uvas de uma vinha com quase 50 anos (90%uvas tintas, 10%uvas brancas), localizada em VN Foz Côa, colhidas ao mesmo tempo, desengaçadas à mão, cujo vinho foi trasfegado a cantaro, propositadamente deixadas em vazio, para ganhar flôr, não filtrado ou estabilizado, e engarrafado à mão, apenas com uma ligeira adição de SO2.
    .
    500 garrafas, disponíveis nas capelinhas, perdão... Garrafeiras e Restaurantes do costume :)
    .


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Novidades para o fim do ano





Com a chegada do fim do ano, mais uma vez, chegam também alguns dos vinhos, que se encontravam esgotados há já algum tempo e mais uma novidade.



O regresso de um vinho especial... O
Proibido Grande Reserva Douro Tinto 2015
Mais um grande ano para este vinho, que começou em 2010 a sua saga. Com uvas provenientes de vinhas entre os 40 e os 80 anos, este ano, na minha opinião, encontramos um vinho mais redondo, que nada pesa no conjunto, acompanhado pela excelente acidez, pronto para beber agora ou guardar durante os próximos 20 anos.
 Está disponível em caixas de madeira de 3 garrafas, desde o fim de Outubro em garrafeiras e restaurantes selecionados.


2016, foi um ano dificil para a viticultura, mas ainda assim, o nosso
Permitido Doc Douro Branco 2016,
encontra-se em grande "forma", considerando o verão quente, mas sobretudo as noites quentes deste verão, fez baixar um pouco da acidez vibrante que já é costume encontrar neste vinho. Este ano, o Rabigato, foi domado, e estamos perante um vinho pronto a beber, mas também a deixar umas garrafas de parte, a ver como se comporta este «vinho do granito».





A entrada de um novo vinho no mercado, promete...
Permitido Douro Branco de Centenária 2016
 Feito com uvas do Douro Superior, proveniente de uma Vinha Centenária plantada no século XIX, a quase 800m altitude, este vinho fermentou de forma espontânea, sem controlo de temperatura, em barrica de 700L e onde permaneceu por 10 meses nas borras totais. Estamos a falar de +-15 castas que compõe este branco, nomeadamente, Folgazão (Terrantez), Dona Blanca, Verdelho, Siria, Malvazia Rei, e outras que ainda estão por identificar. Foi engarrafado sem filtrar ou estabilizar.
Trata-se de uma edição numerada e limitada a 1.193 garrafas.
Penso que estamos perante um vinho que não tenho memória de ter provado nada igual, sobretudo pela forma tão natural e subtil que se apresenta.


Fica um pequeno reparo, para as pontuações que a critica foi dando ao longo do ano sobre os nossos vinhos. Estamos muito satisfeitos. No entanto, parece-nos que temos responsabilidade acrescida para as próximas colheitas... E não podemos esquecer, que isto de fazer vinho, também, é um negócio "sem telhado"!!



Se é Profissional e tem dificuldade em encontrar os nossos vinhos, consulte em baixo a lista dos nossos Distribuidores no País:

 Alto Minho - Soutivinhos (V. P. Âncora)
Minho - Costas & Oliveira (V. N. Famalicão)
Porto e Grande Porto - Garrafeira Particular (Valongo)
Alto Douro - Casa da Villa (Amarante)
Guarda - Garrafeira A Botelha
Aveiro - Garrafinhas (Àgueda)
Coimbra - ViniGomes
Leiria - João Wine and Spirits
Lisboa -  Garrafeira Nacional
Lisboa - Wines 9297
Algarve - Saint Graal









domingo, 29 de outubro de 2017

Vindimas 2017



Confesso que este ano, tem sido uma correria, pensando bem, tem sido de loucos!!!
Até a vindima...  este ano pregou algumas partidas...



No momento que escrevo este post, ainda estamos meio na "ressaca" das vindimas, simplesmente porque ainda temos, (uma novidade) o nosso primeiro Colheita Tardia, a fermentar :)



De 15 vindimas, 10 delas de produção própria, admito que foi a vindima mais longa de sempre, provavelmente a mais dura, mas também a mais criativa!!!
(frio de ultima geração, vendido ao garrafão)



Voltando quase ao principio do ano, ao inicio do mês de Março... A nossa Vinha do Pombal, começava a querer abrolhar, pelo meio de uns pingos de chuva, mas sempre muito calor, chegavamos a inicio de Maio, e já se via a floração... Incrédulo, não podia acreditar, quando pelo São João, já via uvas a querer pintar.



Isto só fez pensar, que de facto, a vindima iria ser bem mais cedo do que qualquer outro ano, e só não colheu a tempo, quem foi de férias em Agosto.



No Douro, começavamos um mês mais cedo do que o habitual, com a vindima das nossas uvas brancas do Permitido...



...E imediatamente, uma lagarada, com as nossas uvas tintas do Proibido...



...com algumas experiências boas...



... Outras, como sempre, mais exigentes :)



Os fogos na região afetaram alguma produção, queimando uma parte da vinha...




...Mas ainda assim a falta de precipitação, foi a grande responsável, pela aceleração da maturação e perda de rendimento.



Nos Vinhos Verdes, começamos a vindima dos Pequenos Rebentos, pela primeira vez em Agosto... 



...Entre Alvarinho de Monção e Melgaço (para mim um grande ano para esta casta)



... Loureiro de Vinhas Velhas, a dar origem, este ano, a praticamente a 5 vinificações diferentes...



...Avesso e Alvarinho de Amarante, vinificado à Moda Antiga...



...Uvas tintas de ramada, vinhas com mais de 80 anos, fermentadas de uma forma muito suave...




...Também deixamos a nossa pegada, no planeta... Sem uso de electricidade, como nas trasfegas...
(fermentação acabar em barricas usadas) 



...Onde também encontramos Cainho Branco, que fermentamos à parte...



...Azal de Vinha de Enforcado...



...Desengaçado bago a bago e fermentado em ânfora.




Pelo meio, demos salto à Ribeira Sacra...
Essa região com uma viticultura que me impressionou desde o primeiro minuto.




...para vindimar o nosso 1º Mencia com um pouco de Garnacha.



Vindimas em 3 regiões diferentes, 5 adegas, fermentações, trasfegas, e muita ideia realizada, praticamente chegamos até meado de Outubro, a precisar de férias.... Mas com muitas novidades :)




Esta vindima, pode ter sido dura, mas a nossa família e os nossos amigos foram incansáveis, estiveram sempre disponíveis!



A eles e todas as pessoas que nos ajudaram o meu sincero agradecimento.




Resumindo, acho que estamos perante um ano, fora de série!


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Água corrente... Não mata gente!

Poderia começar pela Vinha... Pela Adega... Ou pelas Vendas... Claro está: Conceito V.A.V.
Esta trilogia, que cada vez mais, está presente no meu dia-a-dia e de muito boa gente. Resultado? Falta de tempo para escrever um pouco por cá.


Começo pelas atividades mais recentes, como a nossa participação na VII Emocion dos Vinos...



No fantástico Mosteiro de Celanova, na Galiza, organizado pela Marina Cruces e pelo António Portela, um evento simplista, mas de classe mundial!



Também na Galiza, partilhamos um pouco do que vamos fazendo por cá.



Um abraço para o Eládio, nosso importador, e de alguns Produtores Top Portugueses, que mostra o que de bom cá se faz, fora de portas.


Entregamos a 1ª Magnum de Proibido Grande Reserva 2013, no Restaurante Lafões em VN Famalicão, juntamente com o nosso embaixador na Região, Costas & Oliveira.
(rever post: http://vinhosproibido.blogspot.pt/2016/12/novidades.html)



Fomos até à Vinho Verde Fest em Braga, apresentar as novidades dos nossos Vinhos Verdes...



... E até Vila Nova de Foz de Côa, com as outras novidades...



... Recebemos amigos e clientes na nossa Vinha do Pombal.



Estivemos presentes, mais uma vez, nos eventos low cost, mas igualmente bem organizados, pela Revista Paixão pelo Vinho, no Porto...



... E em Lisboa... desta vez a garrafa estava fechada :)



A convite de Paulo Peixoto, um verdadeiro conhecedor, de vinhos portugueses e não só, passamos por um jantar vínico na Casa de Chá da Boa Nova, que dispensa comentários... Simplesmente magnifico!



... Esperamos ter dado o nosso contributo no Jantar Solidário, "Juntos Por Pedrogão", no Restaurante Brazão Cervejaria. De salientar a excelente organização de Pedro Lima e W2O.



Sempre rodeados de gente boa.



E para quem não viu, pode agora rever a apresentação das mais recentes novidades do Pequenos Rebentos, no programa Imperdíveis, do Porto Canal, ao minuto 13:25
(http://portocanal.sapo.pt/um_video/7CIG59lpZs0wez88odkM)



Vinificado num perfil completamente diferente do habitual... Na altura que loteávamos o lote do Pequenos Rebentos À Moda Antiga 2016...



...Por gravidade e muito lentamente, começavam a chegar as primeiras criticas...



17 PONTOS para o Pequenos Rebentos À Moda Antiga 2015, deu-nos mais alento...



...Para saber que este, era o caminho certo!
(rotulado à mão)


O Pequenos Rebentos À Moda Antiga 2016, fermentou espontaneamente nas peliculas de Alvarinho, Avesso e Arinto, praticamente até ao fim, estagiou cerca de 9 meses em barricas usadas nas borras totais e foi ligeiramente sulfitado antes de engarrafar. Este vinho não foi filtrado e trata-se de uma edição limitada e numerada a 1.265 garrafas.



Para o mercado saiu com imagem renovada, o já clássico Pequenos Rebentos Alvarinho 2016, este ano, mais cítrico e mineral, mas com uma acidez mais baixa, por causa do verão muito quente de 2016.



E no ano zero, apenas 733garrafas, uma das nossas novidades, Pequenos Rebentos Vinhas Velhas Loureiro 2016, proveniente de uma vinha com 28 anos, fermentado com as leveduras indígenas em barricas usadas de limousin e estagiado por cerca de 6 meses nas borras totais, foi engarrafado sem filtrar apenas com uma pequena correção de SO2.



... Para juntar "à festa", recebia uns fantásticos 91 PONTOS, no Fugas, do Jornal Publico.


...


Mas para algo aparecer, primeiro tem que nascer!


Na dura terra do Douro, em Vila Nova de Foz Côa, a Vinha da Sofia, vai ganhando formas.



Este ano, talvez não fosse o mais indicado para a plantação, porque tem chovido muito pouco... Mas ninguém adivinha...



Uma equipa 5 estrelas, que trabalharam estes patamares quase ao milímetro.



Ainda no Douro, enquanto a Vinha Centenária, cada vez ganha mais vida...



...Daqui mais novidades, chegarão em breve...


Num ano seco, um pouco por todo o País, nos vinhos verdes, a vinha do Alvarinho também sofre com a falta de agua...


... E a do Avesso...



...Vinhas com história, essas passam ao lado da meteorologia.



Subindo um pouco o rio Minho, quase até a sua nascente, na Ribeira Sacra, também se espera um ano muito seco.


Regressando ao Douro, a Vinha do Pombal não é exceção...



Com um abrolhamento tão precoce, fazia pensar nas geadas tardias, que infelizmente, de facto aconteceram, com rastro de destruição, mas para "nuestros hermanos".




Os primeiros cachinhos este ano, "brindaram-nos" cedo.



Mas a chuva este ano, para nós apareceu quando não devia...



Na altura da floração, não é que tenha causados estragos de maior, mas mais uma vez, a Vinha do Pombal, terá pouca produção este ano.


As resistentes, até dão um "ar da sua graça".



E como dizia um amigo meu galego: "Num é so beber o vino, ai que botar o sulfato!!".
Duro, Duro... Mas estas videiras velhinhas, agradecem a ausência de tratores a compactar o solo, e as raízes respiram melhor.



E como água corrente, não mata gente, as videiras da Vinha do Pombal...



... Também agradecem a àgua viva, dinâmica e pura.





Sem trabalho nada se faz, e a minha família em muito tem ajudado para que se torne real, o sonho de fazer bem, sobretudo numa terra muito especial...
A minha terra, Portugal!